À noite,
Nuvens de vapor sobem do fogão à lenha,
Onde um chá de cidreira espera em banho-maria.
À frente, um manto escuro cobre o lago.
E acima o céu
Pontilhado de luzes.
Amanhã cedo tudo será novo:
Pães, frutas
As vozes vibrantes, de corpos refeitos,
Anseiam pelo café coado, o leite fervido,


 

 

 


A manteiga da casa, o queijo derretido.
As tantas paragens até o almoço
Abrem qualquer apetite.
Pequenos pássaros, sem medo,
Se convidam nas janelas
A comida mineira borbulha nos tachos
Garrafas transparentes sustentam flores
E doces coloridos
Com sabor de lembranças
Enchem a boca d’água.