Fim de tarde.
A brisa fresca vai cedendo ao sereno.
Aromas amadeirados invadem o quarto.
Grilos despertam.
A penumbra prepara os olhos para o repouso
Em lençóis brancos, entre paredes rústicas e
Janelas sem grades.
Depois do jantar, a caminhada lenta.
Lâmpadas tênues marcam a trilha até os aposentos.
Cadeiras se oferecem à contemplação da noite
Nas varandas.
O esquecido mantra da natureza
Se repete com complacência,
E tudo aos poucos vai ficando suspenso
Até que o dia seguinte chegue
Com o cheiro dos pães
O alvoroço das aves
E as luzes da manhã.